Ficava-se 21 dias recolhido;
3 meses de kelê, depois da queda do kelê, mais 7 dias para Òòsááláá;
Ficava-se 1 ano sem ir à praia, sem bebidas alcoólicas, sem ir à cemitério, velório, cachoeira, hospital, toque de Èsú ou qualquer tipo de catiço; sem usar roupas de cor;
Dormia-se antes da meia noite, nem ficava-se meio dia/meia noite na rua, nem parava-se em esquinas, encruzilhadas ou em portas;
Sem contar os ewós das comidas, como: frutas, carne de porco, peixes de couro, caranguejo, siri;
Não se tomava sol na cabeça, nem chuva; não podia sequer tomar um susto, pois o Òrìsà se manifestava, enfim, tudo era tabu, tudo era mais sério, mais forte, mais saudável, respeitoso, mágico, sagrado...;
Não se aumentava a voz com o zelador;
Não se comia na mesma altura, nem se sentava à mesma altura; não ousava-se desrespeitar o zelador ou o Àse;
Até tomar-se obrigação de 7 anos independente do Òrìsà que fosse: sexta-feira é o dia do Òrìsà Òòsááláá tendo que usar branco;
Não se tinha relações sexuais às sextas-feiras;
Ia-se ao àse tomar a benção nas sextas-feiras e dias do Òrìsà;
Se uma quartinha ficasse sem água o Òrìsà se manifestava para nos mostrar nossos erros;
Se tivesse obrigação no Àse e não quiséssemos ir, Òrìsà se manifestava e nos levava;
Se nos desentendêssemos com um irmão, Òrìsà se manifestava; na verdade, Òrìsà se manifestava por quase tudo que fosse importante, claro! Ele era muito presente. Òrìsà educava seu omo òrìsà, seu filho, tinha atitude... Não se contrariava as palavras de um "santo".
Não se saía da casa de Àse por bobagens, picuinhas... Enfim, se fosse tirar o igbá, o Òrìsà chegava e o colocava no lugar, e ficava virado até o filho se "compreender";
Colocávamos a cabeça no chão para quem nos criou (ojubonan), para os egbomis, os cargos do Àse...
Por que hoje está tudo tão diferente?
Alguns dizem que é a evolução...
Eu gosto da evolução sem ofender o sagrado, os costumes...!